história
e, ainda hoje, é capaz de surpreender e encantar a qualquer um
que se permita uma breve contemplação.
Na
pré-história o desenho surgiu como forma de as pessoas
se comunicarem facilitando o desenvolvimento de uma linguagem falada
e escrita. Não que o homem tenha aprendido a desenhar antes de
falar, porque isso é praticamente impossível de determinar
uma vez que a linguagem falada não deixa marcas em paredes como
as pinturas rupestres. Mas é inegável que a expressão
por meio de pinturas facilitou a comunicação para aqueles
povos.
Na
antigüidade o desenho ganha status sagrado, principalmente no Egito,
onde é usado para decorar tumbas e templos. Tanto o é
que, para os antigos egípcios uma grave condenação
para alguém após a morte é ter raspados todos os
desenhos e inscrições de sua tumba. Mesopotâmicos,
Chineses e povos do continente Americano desenvolveram cada qual um
sistema diferente de desenhar, com significados próprios e que
caracterizaram cada população. Da mesma forma ocorreu
na antigüidade clássica, quando gregos e romanos utilizaram
o desenho para representar seus deuses.
Já
na mesopotâmia o desenho foi utilizado para criar representações
da terra e de rotas de forma bastante primitiva. O nascimento da representação
cartográfica de rotas comerciais e domínios ganha fôlego
com a expansão do Império Romano e a popularização
de suas cartas.
Mas
um acontecimento realmente importante para todas as formas de desenho
foi a invenção do papel pelos chineses há mais
de três mil anos. Até então eram usados diferentes
materiais para as representações como blocos de barro
ou argila, couro, tecidos, folhas de palmeira, pedras, ossos de baleia,
papiro (uma espécie de papel mais fibroso muito usado pelos egípcios)
e até mesmo bambu. Estima-se que por volta do ano VI a.C. os
chineses já utilizassem um papel de seda branco próprio
para desenho e escrita. Mas, o papel da forma que conhecemos hoje surgiu
em 105 d.C. tendo sido mantido em segredo pelos chineses durante quase
600 anos. A técnica, embora tenha evoluído, ainda mantém
o mesmo princípio de extração de fibras vegetais,
prensagem e secagem.
Os
apetrechos utilizados para fazer o desenho também foram bem diferentes
até que se inventasse a tão comum caneta em esferográfica,
em 1938. O primeiro “utensílio” usado para desenhar
foram os dedos com os quais os homens da caverna fizeram suas pinturas
rupestres, depois foram usados pelos babilônicos pedaços
de madeira ou osso em formato de cunha para desenhar em tábuas
de argila (daí o nome da escrita “cuneiforme”). Com
a invenção do papiro pelos egípcios foi necessário
desenvolver outros materiais para escrita e o desenho. Passaram então
a ser utilizados madeira e ossos molhados em tinta vegetal e, depois,
as famosas penas ou ainda o carvão que já era utilizado
pelo homem das cavernas. As penas, no século XVIII, passaram
a ser de metal e em 1884, Lewis E. Watterman patenteou a caneta tinteiro,
precursora das esferográficas.
Da
mesma forma que os instrumentos utilizados para o desenho evoluíam,
o próprio desenho evoluía junto. No Japão, a época
mais próspera dos samurais (1192 a 1600) o desenho experimenta
um grande crescimento. Os samurais além de guerreiros se dedicavam
às artes. É no Japão que foi divulgada a tinta
nanquim criada pelos chineses, ao contrário do que se costuma
pensar. Uma tinta preta bastante usada para desenhar e que era feita
de um pigmento negro extraído de compostos de carbono queimados
(como o carvão).
Assim
como praticamente todas as formas tradicionais de arte, o desenho foi
bastante difundido por religiosos seja no oriente ou no ocidente. Assim,
a arte mantém ainda uma ligação com o religioso,
embora no Japão tenha se popularizado a representação
da natureza e na antigüidade já se fizessem desenhos sobre
a vida e as pessoas.
É
no Renascimento que o desenho ganha perspectivas e passa a retratar
mais fielmente a realidade ao contrário do que ocorria, por exemplo,
nas ilustrações da Idade Média, quando a falta
de perspectiva criava cenários completamente impossíveis.
Com o Renascimento surge também um conhecimento mais aprofundado
da anatomia humana e os desenhos ganham em realidade. Mestres da pintura
na época eram também exímios desenhistas que usavam
os conhecimentos da anatomia para dar mais realidade as imagens através
do uso de sombras, proporções, luz e cores.
Devido
a Revolução Industrial surge uma nova modalidade de desenho
voltado para a projeção de máquinas e equipamentos:
o desenho industrial.
Em
1890, outro marco para o desenho: surge a primeira revista em quadrinhos
semanal da história. No dia 17 de maio de 1890 foi lançada
a Comic Cuts pelo magnata londrino Alfred Harmsworth, mais tarde Lord
Northcliffe. Mas, outras fontes atribuem o feito a obras anteriores:
uma destas obras seria o desenho chamado “Yellow Kid” publicada
em 1897 por Richard Outcalt. No Brasil, as precursoras foram as tiras
do ítalo-brasileiro Ângelo Agostini, publicadas em 1869,
no jornal “Vida Fluminense” com o título de “As
Aventuras de Nhô Quim”.
Após
a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) as caricaturas e charges se popularizam
e sua utilização passa a ser cada vez mais freqüente.
Com a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) não só as caricaturas
em periódicos de grande circulação, mas também
as animações passam a ser utilizadas por ambos os lados
numa verdadeira “guerra visual”, seja para fazer propaganda
ou para fazer críticas a um e outro sistema.
Da
década de 90 para cá as evoluções foram
enormes. Centenas de periódicos no mundo todo tratam exclusivamente
do assunto “desenho” em suas mais diversas modalidades:
cartuns, charges, desenhos técnicos, desenho artístico,
caricatura, animes, mangás, grafite e outros.
Técnicas
cada vez mais apuradas de desenho, arte final, diagramação,
impressão e distribuição possibilitaram além
da melhoria da técnica, a criação de estilos tão
variados quanto é a variedade de público. E que essa história
nunca termine…
A
história do desenho (ou “pré-história”)
começa quase que ao mesmo tempo em que a do homem. Nas cavernas
ficaram gravados, por meio de desenhos, os hábitos e experiências
dos primitivos “homens das cavernas” que usavam as pinturas
rupestres como forma de se expressar e comunicar antes mesmo que se consolidasse
uma linguagem verbal.
Ao longo dos séculos o desenho passou a ser utilizado cada vez
de formas mais diferentes. Sendo até mesmo, um precursor da linguagem
escrita, da fotografia e assim, do cinema, e até mesmo das representações
cartográficas.
Ora
ilustrando templos sagrados e tumbas, como dos egípcios onde
se vê relatada, praticamente, todas as histórias da vida
cotidiana e mesmo da vida após a morte, ora representando os
deuses mitológicos gregos, ou ainda, conduzindo navegantes por
mares desconhecidos como durante os séculos XV e XVI e nos séculos
posteriores, a arte de desenhar acompanhou o homem durante todo seu
desenvolvimento fazendo parte de sua história e, ainda hoje,
é capaz de surpreender e encantar a qualquer um que se permita
uma breve contemplação.
Na
pré-história o desenho surgiu como forma de as pessoas
se comunicarem facilitando o desenvolvimento de uma linguagem falada
e escrita. Não que o homem tenha aprendido a desenhar antes de
falar, porque isso é praticamente impossível de determinar
uma vez que a linguagem falada não deixa marcas em paredes como
as pinturas rupestres. Mas é inegável que a expressão
por meio de pinturas facilitou a comunicação para aqueles
povos.
Na
antigüidade o desenho ganha status sagrado, principalmente no Egito,
onde é usado para decorar tumbas e templos. Tanto o é
que, para os antigos egípcios uma grave condenação
para alguém após a morte é ter raspados todos os
desenhos e inscrições de sua tumba. Mesopotâmicos,
Chineses e povos do continente Americano desenvolveram cada qual um
sistema diferente de desenhar, com significados próprios e que
caracterizaram cada população. Da mesma forma ocorreu
na antigüidade clássica, quando gregos e romanos utilizaram
o desenho para representar seus deuses.
Já
na mesopotâmia o desenho foi utilizado para criar representações
da terra e de rotas de forma bastante primitiva. O nascimento da representação
cartográfica de rotas comerciais e domínios ganha fôlego
com a expansão do Império Romano e a popularização
de suas cartas.
Mas
um acontecimento realmente importante para todas as formas de desenho
foi a invenção do papel pelos chineses há mais
de três mil anos. Até então eram usados diferentes
materiais para as representações como blocos de barro
ou argila, couro, tecidos, folhas de palmeira, pedras, ossos de baleia,
papiro (uma espécie de papel mais fibroso muito usado pelos egípcios)
e até mesmo bambu. Estima-se que por volta do ano VI a.C. os
chineses já utilizassem um papel de seda branco próprio
para desenho e escrita. Mas, o papel da forma que conhecemos hoje surgiu
em 105 d.C. tendo sido mantido em segredo pelos chineses durante quase
600 anos. A técnica, embora tenha evoluído, ainda mantém
o mesmo princípio de extração de fibras vegetais,
prensagem e secagem.
Os
apetrechos utilizados para fazer o desenho também foram bem diferentes
até que se inventasse a tão comum caneta em esferográfica,
em 1938. O primeiro “utensílio” usado para desenhar
foram os dedos com os quais os homens da caverna fizeram suas pinturas
rupestres, depois foram usados pelos babilônicos pedaços
de madeira ou osso em formato de cunha para desenhar em tábuas
de argila (daí o nome da escrita “cuneiforme”). Com
a invenção do papiro pelos egípcios foi necessário
desenvolver outros materiais para escrita e o desenho. Passaram então
a ser utilizados madeira e ossos molhados em tinta vegetal e, depois,
as famosas penas ou ainda o carvão que já era utilizado
pelo homem das cavernas. As penas, no século XVIII, passaram
a ser de metal e em 1884, Lewis E. Watterman patenteou a caneta tinteiro,
precursora das esferográficas.
Da
mesma forma que os instrumentos utilizados para o desenho evoluíam,
o próprio desenho evoluía junto. No Japão, a época
mais próspera dos samurais (1192 a 1600) o desenho experimenta
um grande crescimento. Os samurais além de guerreiros se dedicavam
às artes. É no Japão que foi divulgada a tinta
nanquim criada pelos chineses, ao contrário do que se costuma
pensar. Uma tinta preta bastante usada para desenhar e que era feita
de um pigmento negro extraído de compostos de carbono queimados
(como o carvão).
Assim
como praticamente todas as formas tradicionais de arte, o desenho foi
bastante difundido por religiosos seja no oriente ou no ocidente. Assim,
a arte mantém ainda uma ligação com o religioso,
embora no Japão tenha se popularizado a representação
da natureza e na antigüidade já se fizessem desenhos sobre
a vida e as pessoas.
É
no Renascimento que o desenho ganha perspectivas e passa a retratar
mais fielmente a realidade ao contrário do que ocorria, por exemplo,
nas ilustrações da Idade Média, quando a falta
de perspectiva criava cenários completamente impossíveis.
Com o Renascimento surge também um conhecimento mais aprofundado
da anatomia humana e os desenhos ganham em realidade. Mestres da pintura
na época eram também exímios desenhistas que usavam
os conhecimentos da anatomia para dar mais realidade as imagens através
do uso de sombras, proporções, luz e cores.
Devido
a Revolução Industrial surge uma nova modalidade de desenho
voltado para a projeção de máquinas e equipamentos:
o desenho industrial.
Em
1890, outro marco para o desenho: surge a primeira revista em quadrinhos
semanal da história. No dia 17 de maio de 1890 foi lançada
a Comic Cuts pelo magnata londrino Alfred Harmsworth, mais tarde Lord
Northcliffe. Mas, outras fontes atribuem o feito a obras anteriores:
uma destas obras seria o desenho chamado “Yellow Kid” publicada
em 1897 por Richard Outcalt. No Brasil, as precursoras foram as tiras
do ítalo-brasileiro Ângelo Agostini, publicadas em 1869,
no jornal “Vida Fluminense” com o título de “As
Aventuras de Nhô Quim”.
Após
a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) as caricaturas e charges se popularizam
e sua utilização passa a ser cada vez mais freqüente.
Com a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) não só as caricaturas
em periódicos de grande circulação, mas também
as animações passam a ser utilizadas por ambos os lados
numa verdadeira “guerra visual”, seja para fazer propaganda
ou para fazer críticas a um e outro sistema.
Da
década de 90 para cá as evoluções foram
enormes. Centenas de periódicos no mundo todo tratam exclusivamente
do assunto “desenho” em suas mais diversas modalidades:
cartuns, charges, desenhos técnicos, desenho artístico,
caricatura, animes, mangás, grafite e outros.
Técnicas
cada vez mais apuradas de desenho, arte final, diagramação,
impressão e distribuição possibilitaram além
da melhoria da técnica, a criação de estilos tão
variados quanto é a variedade de público."